Esse é o início de uma nova “aventura” neste blog, vamos começar a falar de músicas que possam se relacionar com outros tipos de arte. Não qual movimento artístico, mas desde que isso nos inspire, iremos divagar e trazer para nossos amigos leitores nosso modo de ver música e arte.
As minhas comparações musicais acabam me fazendo enveredar por campos não muito convencionais. Entre a correria do trabalho e a faculdade, estava exercendo a leitura com o livro “A Viagem de Heitor à procura da Felicidade” (não vou analisar o livro e sim de como ele fez a ponte para a música deste post).
O livro conta a história de Heitor, um psicanalista que decide fazer uma viagem, para tentar entender a felicidade. E o porque de ter tantos pacientes que não tem motivos, mas mesmo assim, são infelizes. Em sua viagem, Heitor encontra vários exemplos de felicidade em simples fatos ou atitudes do cotidiano. Essa viagem mudou o modo do personagem ver o mundo e a felicidade.
Num trecho do livro, o tal Heitor tenta entender porque pessoas que tem todos os motivos para serem felizes, não o são. Pensei no que Frejat e a galera do Barão Vermelho disseram em “Pense e Dance”, que a “felicidade é um estado imaginário”, mas refletindo melhor, vi que o texto é mais complexo e resolvi tentar me fazer entender, utilizando as palavras do poeta.
As pessoas que Heitor cita, são as mesmas que não sabem amar e ficam esperando que alguém caia nos seus sonhos.
“Blues da Piedade” sempre disse muito para mim. Só que como bom fã de Cazuza, não foi por nenhum motivo altruísta, e sim pelo mais egoísta possível... Morro de medo de ser careta e covarde.
Peço ao senhor, piedade, grandeza e um pouco de coragem, para essas pessoas de alma bem pequena que de tanto remoerem seus pequenos problemas, não conseguem ser felizes.
O livro de certo modo me ajudou a entender duas coisas, a e principal, é que a felicidade não é um estado imaginário e sim de espírito, a segunda é que eu posso ser muitas coisas, inclusive careta, mas nem um pouco covarde, porque quando vejo a luz, ela ilumina minhas (grandes) certezas.
Dedico este texto às pessoas as pessoas fracas, que estão no mundo e perderam a viagem. E lhes dou um conselho: parem de querer aquilo que não tem.
By Eduardo
Link da Letra:
http://letras.terra.com.br/cazuza/44997/
Link sobre o livro:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=21507946