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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Semana que vem (Pitty) X O Último dia (Paulinho Moska)

Depois de duas terríveis semanas sem post, pensei no fim. Do mundo, lógico. As ideias não podem cessar jamais. Na verdade, estou há duas semanas enrolando pra fazer um determinado post. E agora, quando realmente paro pra fazer isso, o que veio na cabeça não foram os sentimentos da forma como eu iria falar. Sim, eles vão emergir urgentes nas linhas que se seguem, mas por uma inquietação coletiva pela qual todos nós já passamos. Quem nunca se perguntou o que faria se soubesse quando vai ser seu último dia nesse mundo cruel, do qual precisamos, para trazer à tona nossas vontades de ser reais e nos sentirmos satisfeitos? Pra tal divagação, que envolve o mistério da única certeza humana, envolvo nomes de destaque no meio musical. Ela, com o Rock, ele, com a MPB. Coloco na arena, Pitty e Paulinho Moska, no duelo entre Semana que vem e o Último dia.

Mostrando ao mundo que cavalheirismo ainda tem seu valor, primeiro as damas. A baiana que é o pouco que se salva do rock nacional atual, questiona e sugere que não se deixe nada pra depois, que não percamos tempo, porque esse tempo pode não existir. Ela diz que o mundo ainda precisa de um tempo pra mudar (podemos esperar ou devemos nós – pequenos notáveis que queremos um mundo possível de se viver – fazer ele mudar já?), e que temos tempo até tudo explodir. Tempo para concertar os desarranjos que deixamos pelo caminho. As arestas não aparadas. Mas não teremos tempo pra sempre. Agora é hora de fazer tudo ter valido a pena. Hora de dizer tudo que precisamos dizer, hora de se arriscar, pra não se arrepender se realmente for o último dia de nossas vidas, se for a nossa última chance.

Não podemos marcar um dia pra começar a tomar atitudes, não podemos gastar horas pra decidir o que fazer com o resto de nossas vidas, pois corremos o risco de passar o resto da vida pensando no que fazer com ela. Já dizia Lennon, que a vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro. Apropriado, não? Nós não temos todo o tempo do mundo, e é isso que Moska reforça. Ele é mais urgente. Não temos uma semana pra pensar no que fazer, temos apenas um único dia, faça valer a pena. Faça o que der, mas faça algo. Será que eu passaria o meu último (e consciente) dia de vida na minha rotina normal e apática que vai resultar em uma frustração abafada pelo travesseiro e uma noite mal dormida da qual não acordarei? Ou vou tentar fazer algo que vivo adiando, o que consequentemente me faz ter uma vida vazia?

Como você deseja passar o seu último dia de vida? Fazendo tudo o que sempre fez ou ousando tudo que nunca teve coragem de fazer por medo do que as pessoas chatas e normais da nossa sociedade medíocre iriam pensar? Morremos de medo de parecermos loucos a cometer insanidades desenfreadamente. Mas se eu estivesse no último dia, abriria sim, a porta do hospício e trancava a da delegacia. E nisso, vejo um pouco de sensatez. Loucura é manter doentes inocentes presos e assassinos sujos soltos, isso sim parece o fim dos tempos. Vivemos sedentos por lucidez, mas embriagados podemos justificar o atraso do nosso acerto de contas.

Não importa, não há tempo, pro tempo que já se perdia. Não posso deixar nada pra depois, não posso deixar o tempo passar pelos meus dedos. A semana que vem pode nem chegar. O dia de amanhã pode nem nascer. Quem vai saber? Nunca saberemos, de verdade, quando será a última vez. Esse jogo, nada mais é do que uma brincadeira de mal gosto, onde sempre palpitamos descompromissadamente e, num péssimo dia, quando nem esperarmos, vamos acertar.

O que eu faria se o mundo fosse acabar? Se o MEU mundo fosse acabar? Achei que tínhamos que viver a vida nessa sensação todo o tempo. O presente já passou. É uma imensidão de perguntas sem respostas, e nem precisamos que elas existam. Só precisamos calar dentro de nós tudo que está pendente. Viver como as borboletas, é a melhor forma de se viver. Elas só duram 24 horas. Precisamos de mais do que isso pra dar o maior vôo de nossas vidas? Não estaremos presentes pra saber como será o dia seguinte do fim do mundo. Eu prefiro arriscar tudo hoje, do que perder tudo amanhã. Quem sabe o quanto vai durar?

By Mônica

Links das Letras:

http://letras.terra.com.br/pitty/69127/

http://letras.terra.com.br/paulinho-moska/48073/

Lugar Nenhum (Titãs) X Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)

Nesse momento de comoção nacional com a escolha do Rio para ser a sede das Olimpíadas de 2016, meu tema desta semana é meio inspirado neste patriotismo gerado com a escolha da cidade maravilhosa.

As músicas escolhidas foram “Inclassificáveis”, do Arnaldo Antunes e “Lugar Nenhum”, dos Titãs (quem acompanha o blog, já percebeu que eles já viraram fregueses assíduos). Ambas as músicas tem uma temática bastante interessante, pois falam sobre o povo e suas origens.

Arnaldo Antunes e seu estilo musical, embebido de poesia concretista, gerou uma música que mistura todas as raças. O compositor diz que somos pardos, mamelucos, sararás, crilouros e judárabes, e atinge o apogeu da lucidez, quando diz que somos o que somos, inclassificáveis. O grande lance da música é mostrar a pluralidade do nosso país, porque nesta miscigenação antropofágica em que vivemos, somos canibais de nós mesmo, mesticigenados, oxigenados debaixo do Sol, e precisamos de todos, porque como diz a música, não há sol a sós.

Já comentei em outro texto, minha opinião sobre os Titãs (em sua fase áurea), portanto, vou dispensar elogios rasgados ao grupo e falar sobre a música, em cheque no post: “Lugar Nenhum”. A letra dessa música carrega uma anarquia utópica incrível, não dá para imaginar outra banda que não fosse os Titãs para criar uma música que tenta quebrar barreiras patrióticas.

Sejamos sinceros, o povo brasileiro não é lá muito patriótico. Adoramos jogar no time que está ganhando, parafraseando Otto Lara Resende para âmbito nacional, digo: “O brasileiro só é patriota no câncer”. “Lugar Nenhum” é isso, não é carioca, nem portuguesa, paulista ou japonesa, essas nomenclaturas que estudiosos adoram utilizar são jogadas por terra na música, assim como “Inclassificáveis”, a letra simplesmente quer dizer que não importa o que somos ou de onde somos, apenas precisamos uns dos outros.

No final das contas, somos todos brasileiros, cariocas, paulistas, ameriquítalos, japoneses, orientupis, seguimos as mesmas leis e mamamos nos seios de nossa pátria mãe gentil, que não liga para raça, religião ou cor, mas simplesmente, nos ama como somos: Inclassificáveis!

By Eduardo

Links das letras:

http://letras.terra.com.br/titas/91649/

http://letras.terra.com.br/arnaldo-antunes/91636/

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tim Maia X Leoni em Primavera: A Temporada das Flores

O tema da semana me deixou especialmente feliz. É um tema que eu adoro. É algo que eu penso todos os dias, por onde eu passo. Queria ter falado desse tema semana passada, seria mais “apropriado”. Porém, o tema da semana passada tinha que ficar na semana passada, porque é mais importante que os jardins do Éden (desculpa, Caju!).

Voltando ao tema desta semana, vou falar de algo que existe em tudo que eu vejo: Flores. Tema apropriado, pois a temporada delas está apenas começando, perfumando minha alma e de todos os sonhadores. Colorindo minha íris e de todos que acreditam no amor. Já que a temporada está chegando como uma brisa morna de fim de tarde, falo do início. Saudações à recém chegada ( e mais bela das estações): Primavera. Peço licença à Tim Maia e sua Primavera, e também à Leoni e sua Temporada das Flores.

Logicamente, devido ao nome das canções, fica óbvio que falam de amor. Da forma mais açucarada e suculenta possível: o seu nascimento, ou renascimento, como queiram. Primavera pra mim, é igual ano novo. Aliás, o ano novo deveria começar com a primavera: ambos renovam as esperanças. No ano novo, as pessoas tentam de novo, com força e persistência. Na primavera, os corações se abrem para os novos (ou antigos) amores. Para novas tentativas e possibilidades, como se não houvesse chance de serem feridos. Mas eu não vou falar de dor. Não vim falar de espinhos, mas sim de rosas. Lírios. Tulipas. Orquídeas. Flores. Jardins. Novas temporadas. Cores pelo mundo. Como um arco íris palpável, que não aparece somente após as tempestades, mas antes delas. E durante. E depois. E depois. E depois...Sem murchar ou perder as pétalas.

Tim Maia diz que quer estar junto ao seu amor quando chegar o inverno, e mesmo que voltemos ao chove-não-molha em tons de cinza do outono. Porque ele está na primavera e esse amor traz tanta força e beleza, que ele suporta qualquer estação, desde que o tenha. Nenhum frio o entristece. Nenhuma frieza, nenhum marasmo indeciso.

Leoni é detalhista e belo ao falar da sua temporada que vem chegando: ele pede que seu amor o espere, porque ele suportou um inverno desnutrido e tem fome de receber com coração e alma as flores que estão chegando a colorir seus sentimentos. Flores imaginárias que saem do amor que ele sente. Que fez nascer em seu rosto um sorriso. E que enterrou uma escuridão assombrosa, da qual ele não queria sair. Ele não conseguia achar respostas e soluções, de tão imerso que se encontrava nesse gélido coração.

Mas agora, ele achou o caminho de volta. Ele marcou o caminho com flores e promessas reais. Ele conseguiu fazer renascer todos os bons sentimentos que ele tinha e estavam congelados. E percebeu que sempre estiveram ali, perto da parte onde ele percebe a importância das pessoas em sua vida e o sentido da sua existência. Estavam na mesma gaveta que o calor das pessoas e o amor pela vida. Ele se permitiu pôr uma pedra no inverno e (re)começar a plantar flores no canteiro da sua alma.

A primavera está chegando outra vez. O amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera. Podemos recomeçar, da forma mais perfeita possível, dizia meu poeta preferido. E que com a primavera, possamos aprender a nos deixar podar e voltarmos inteiros pra nós mesmos.

Que possamos dar uma nova chance ao amor. Abrirmos novos caminhos. Plantar novos jardins. Aprender a andar e correr como se fosse a primeira vez. Porque, uma hora ou outra, entre galhos cortados, pétalas murchas e terra seca, encontraremos condições favoráveis de deixar germinar novas sementes. E mesmo que peguemos um verão temperamental, um outono melancólico e um inverno implacável, uma outra primavera virá. E numa dessas mudanças de vento, de ares e cores, encontraremos o que sempre faltou em nosso jardim. Uns chamam de flor da paixão. Eu acredito que seja amor-perfeito.

Finalizo com uma passagem de Pablo Neruda, que fala tudo sobre essa magnífica estação, e o amor. Quero apenas cinco coisas: Primeiro é o amor sem fim. A segunda é ver o outono. A terceira é o grave inverno. Em quarto lugar o verão. A quinta coisa são teus olhos. Não quero dormir sem teus olhos. Não quero ser... Sem que me olhes. Abro mão da primavera para que continues me olhando.

By Mônica

Links das Letras:

http://letras.terra.com.br/tim-maia/48934/

http://letras.terra.com.br/leoni/81262/

Duas filhas de Francisco (Buarque): A História de Lily Braun X Mil perdões

O post desta semana será temático e ao mesmo tempo, não. Quebrando um dos primeiros dogmas (eles foram feitos para isso, serem quebrados) criados por Mônica e eu, vou falar sobre duas músicas de um mesmo compositor: Chico Buarque.

Uma curiosidade sobre este texto, é que há mais ou menos um mês atrás, Chico não estava no meu roll de compositores prediletos. Sempre achei o modo como ele aborda a alma feminina em suas canções muito interessante, mas não ao ponto de endeusá-lo, como fazem os metidos a expert musical. Porém, assistindo ao DVD do show “Carioca”, fiquei maravilhado quando ouvi a música “A História de Lily Braun”.

A letra conta a história de uma mulher que se apaixona pelo “homem dos seus sonhos”, e como nós (homens), temos o (maldito) dom de fazermos tudo errado, falo isso, porque Chico canta que após a conquista, o homem passa a amá-la como esposa e não como “star”, amassa as rosas e queima as fotos. O romance se resume a um beijo no altar.

Assim que terminei de ouvir a música, imaginei Lily Braun como a personagem principal da outra música do post: “Mil Perdões”, que conta a história da mulher que perdoa o companheiro por amá-la demais, por fazer mil perguntas, que em vidas que andam juntas ninguém, por chorar quando ela chora de rir e principalmente, o perdoa por traí-lo.

Discordo em 100% da antropologia que vê o homem como sagrado e a mulher como profana, se existe realmente o conceito de sagrado e profano, ele foi invertido pela nossa sociedade chauvinista, que adora por o homem como ator principal e a mulher como uma mera coadjuvante, neste grande show de rock que chamamos de vida. As mulheres comandam a sociedade, e elas sabem disso, nós é que ignoramos este fato. Quando percebermos que há muito não mandamos mais em nada, que sem elas não vivemos, e talvez sejamos apenas um mal necessário em suas vidas, desceremos do nosso pedestal, e nunca mais lhe ergueremos as mãos, voltaremos a comê-las com olhos de comer fotografia e como no cinema, vamos mandar flores e um poema.

Não quero levantar bandeira nenhuma com este texto, não vim aqui reclamar direitos feministas, mas simplesmente conscientizar meus semelhantes, que jamais deixem a chama da paixão parar de queimar entre você e sua companheira, porque um drink no dancing, um cinema e uma espelunca, podem ser suplantados, mas não sermos “nunca mais felizes”, mata a alma. E homens e mulheres que não são felizes, não merecem sequer um perdão, quiçá mil.

By Eduardo

Link das Letras:

http://letras.terra.com.br/chico-buarque/85821/

http://letras.terra.com.br/chico-buarque/85999/

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sutilmente (Skank) + P.S. Eu te amo

O post dessa semana, confesso que foi sofrido, quando a intenção era tudo, menos essa. Juntar música com outras forma de arte e traçar um paralelo me fascina. Então juntei essa idéia, com o dia D de hoje, e pensei nessa forma de me declarar pro Edu. Então, não vou por um duelo de músicas A versus B, e sim, somar. Como o amor faz. Comparo então o filme P.S. Eu te amo com a letra do Skank, Sutilmente.

Acho que todos sabem, mas o filme conta a história de Holly, uma mulher que acabou de chegar aos 30 anos e ganhou um presente de grego: perdeu seu amado Gerry, vítima de uma doença fatal. Mas como Gerry sabia que iria deixar sua amada, e que seria dificil pra ela seguir sem ele, encontrou formas de fazê-la despedir-se. Dar adeus aos poucos, se bem que em certos casos, o adeus pode nunca vir.

Antes da terrível separação, o filme mostra alguns conflitos do casal, mas o que mais em chama atenção, é uma briga explosiva onde ambos se alteram e dois segundos depois, se beijam loucamente, pensando o quão ridículo é perder tempo com bobeiras, se o amor é mesmo maior que isso. Quando eu estiver louco, subitamente se afaste, diz a letra. Mas quando eu estiver fogo, suavemente se encaixe, porque não é possível ficar mais que alguns segundos longe de você, minha alma arde em uma febre incessante por sentir seu coração bater em mim.

Em determinado momento do filme, eles se questionam do porquê de nao terem filhos, e Holly logo tem a resposta na ponta da língua: isso nao está nos planos previamente arquitetados, onde cada etapa é uma sequência que tem uma lógica perfeita para dar certo. Só que o que ela não percebeu, foi que quando planejamos demais nossa felicidade, adiamos pra um espaço de tempo que um dia sequer vai existir.

Gerry tem uma perspectiva mais realista: ele a responde dizendo que as pessoas têm filhos sem grana o tempo todo. Somos felizes sem planejar e estabelecer metas pra isso, porque 99% dos nossos planos nunca darão certo e precisamos viver cada dia no improviso, que nos faz sorrir muito mais por ser perfeito, sem ter sido pré-meditado.

Holly ainda diz uma frase que teve muito impacto pra mim e me fez pensar sobre a minha vida e os infinitos planos que faço pra ela: “ E se nossa vida for isso? E se isso for tudo?”. Ela diz isso ao refletir que vê muitas pessoas comprando apartamentos maiores e tendo filhos, e fala de às vezes sentir medo que sua vida não comece. E Gerry a rebate, dizendo que eles já estão vivendo a vida deles, que ela já começou e é aquela que eles levam. E pode não passar disso. E realmente, não passou disso. Não passa disso.

E ela não consegue viver nessa realidade onde ele não faz mais parte do mundo dela. Pelo menos, do mundo real e tocável. Ao ligar repetidas vezes pra secretária eletrônica dele pra ouvir sua voz na mensagem, ela mostra sua urgência em sentir a presença de quem é parte dela. Os hábitos são difíceis de mudar, quando a pessoa é parte de nós e de tudo que nos mantém vivo e são.

É como estar se apresentando em um salão lotado, e não enxergar ninguém, nem vaias, nem congratulações. Só enxergar um rosto no meio dessa multidão. O único rosto que não faz parte desse cenário, só de sua imaginação, que quer tornal real seu passado feliz que não existe mais. E se eu quiser encerrar minha vida por aqui?

Nem foi dada essa opção, apesar da vida continuar e se entregar ser uma bobagem. Bobagem maior é não perceber o privilégio que é envelhecer com alguém ao seu lado, que te mantém longe da vontade de suicidar. É mais difícil do que parece.

As saudades seguem. E ela não consegue ser feliz com a felicidade dos outros, por perceber que tudo que lhe fazia feliz foi embora sem a mínima chance de voltar. Como se tivesse condenada a pagar uma pena por um crime que não cometeu e ainda tentou impedir que fosse cometido por outrem. Não importa o que faça, o emprego ou os amigos que tenha, ele não está ali. E ela não está sei lá onde com ele. Nada muda o fato de que estão separados e isso dói em ambas as partes.

E ela percebe aos poucos como se encontra imersa em sua solidão: quando vai ao restaurante e o garçom tira os pratos da frente e pergunta: “sua companhia foi embora? É só você então?”. Era só ela, pra sempre. E ela só queria ser simplesmente abraçada por estar triste.

“Você foi minha vida, mas eu fui só um capítulo da sua. Ainda há mais”, é o que ele a diz em sua carta de adeus. Pra ela, a vida segue. Mas ele continua nela. Certas coisas, só acontecem uma vez, e deveriam ser proibidas de ter um final ímpar. Mas quando eu estiver morto, suplico que não me mate, não, dentro de ti. Mesmo que o mundo acabe, enfim. Dentro de tudo que cabe em ti. Não me exclua do seu universo. Pode disfarçar quando eu estiver bobo. Mas nunca esqueça que é P.S. Para sempre. Você sabe.

By Mônica

Link da Letra:

http://letras.terra.com.br/skank/1342038/

Link sobre o filme:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=28833212

Blues da Piedade (Cazuza) + A viagem de Heitor à procura da Felicidade

Esse é o início de uma nova “aventura” neste blog, vamos começar a falar de músicas que possam se relacionar com outros tipos de arte. Não qual movimento artístico, mas desde que isso nos inspire, iremos divagar e trazer para nossos amigos leitores nosso modo de ver música e arte.

As minhas comparações musicais acabam me fazendo enveredar por campos não muito convencionais. Entre a correria do trabalho e a faculdade, estava exercendo a leitura com o livro “A Viagem de Heitor à procura da Felicidade” (não vou analisar o livro e sim de como ele fez a ponte para a música deste post).

O livro conta a história de Heitor, um psicanalista que decide fazer uma viagem, para tentar entender a felicidade. E o porque de ter tantos pacientes que não tem motivos, mas mesmo assim, são infelizes. Em sua viagem, Heitor encontra vários exemplos de felicidade em simples fatos ou atitudes do cotidiano. Essa viagem mudou o modo do personagem ver o mundo e a felicidade.

Num trecho do livro, o tal Heitor tenta entender porque pessoas que tem todos os motivos para serem felizes, não o são. Pensei no que Frejat e a galera do Barão Vermelho disseram em “Pense e Dance”, que a “felicidade é um estado imaginário”, mas refletindo melhor, vi que o texto é mais complexo e resolvi tentar me fazer entender, utilizando as palavras do poeta.

As pessoas que Heitor cita, são as mesmas que não sabem amar e ficam esperando que alguém caia nos seus sonhos.

“Blues da Piedade” sempre disse muito para mim. Só que como bom fã de Cazuza, não foi por nenhum motivo altruísta, e sim pelo mais egoísta possível... Morro de medo de ser careta e covarde.

Peço ao senhor, piedade, grandeza e um pouco de coragem, para essas pessoas de alma bem pequena que de tanto remoerem seus pequenos problemas, não conseguem ser felizes.

O livro de certo modo me ajudou a entender duas coisas, a e principal, é que a felicidade não é um estado imaginário e sim de espírito, a segunda é que eu posso ser muitas coisas, inclusive careta, mas nem um pouco covarde, porque quando vejo a luz, ela ilumina minhas (grandes) certezas.

Dedico este texto às pessoas as pessoas fracas, que estão no mundo e perderam a viagem. E lhes dou um conselho: parem de querer aquilo que não tem.

By Eduardo

Link da Letra:

http://letras.terra.com.br/cazuza/44997/

Link sobre o livro:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=21507946

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Carta aos missionários (Uns e outros) X Tele fome (Jota Quest)

Invertendo a ordem com o Eduardo, e continuando a falar sobre os quatro cavalheiros, essa semana quem fala sobre guerra e fome sou eu. Guerra, na forma literal. E quanto à fome, que nos dói e nos faz ter pressa, falo dela. Mas não àquela que se sacia com alimento. Pelo menos, alimento pro corpo. Porque a gente não quer só comida, a gente quer matar a sede e curar a dor. Da alma. Com algum remédio ou antídoto para preencher nosso vazio interminável. Então, falo de fome de amor. É a fome que o mundo precisa saciar. Sendo assim, todos os outros problemas se dissolvem. Para seguir meu discurso, me utilizo de Uns e outros e sua Carta aos missionários, e Jota Quest com seu Tele fome.

Acredito na forte ligação dos temas, em uma era onde os egos que competem pelo poder tem fome de lutar, enquanto os miseráveis emplacam uma guerra por comida, por sobrevivência. Onde foi parar o amor num mundo onde existem gigantescas batalhas que tem como finalidade saciar desejos egoístas, uma fome – que deve ser mais intensa e urgente do que os que não tem alimento – de vencer exércitos a qualquer custo, mesmo que necessite devorar um a um os humanos como eles, pra chegar ao objetivo final?

Missionários e missões em um mundo pagão, resultam em missões suicidas. Se não há um Deus no comando, e crença em nada, como podemos esperar bons resultados dessa guerra?

Ódio e destruição nos quatro cantos da terra, como os quatro cavalheiros que noticiam o fim da espécie humana. Isso parece mesmo a marcha para o fim. Onde todos andam às cegas, em fileiras, indo pra lugar algum, destruindo-se uns aos outros no caminho.

A pureza das crianças não escapa desse revés. Em vez de estarem brincando, as crianças estão tomando a frente da guerra, dissipando sua inocência a cada vida que exterminam. Tem seus pequenos corações manchados pelo sangue faminto por poder e status que os representantes das grandes nações idolatram. A culpa vai para as crianças. As fardas bonitas e as condecorações, para os grandes senhores que não sujam suas mãos com o sangue que tanto sacia sua sede. E fica documentado no nosso passado de absurdos gloriosos, esse rastro sujo de sangue e glória.

Missionários de todas as partes, sem destino e sem saber porquê, obedecem cegamente à generais egocêntricos e inacessíveis. É isso que fica muito bem desenhado em Carta aos missionários. Acredito eu, que essa carta nunca tenha verdadeiramente chegado à eles e os alertado sobre suas realidades.

Em tele fome, falamos de fome de presença, pois as pessoas têm necessidades reais de afeto. Carência de andar de mãos dadas e saber como foi o dia, depois de um beijo na testa. A obrigação da sua voz é estar aqui, no ouvido do meu coração, dentro de mim, porque a tecnologia nos disponibiliza meios de estarmos juntos virtualmente e esquecemos a importância da presença física. Porque estarmos separados (por opção) se podemos estar juntos? Falar de amor ao telefone não basta, não dá pra ler a sinceridade em um aparelho eletrônico, só os olhos podem falar a língua do amor.

Estamos todos cada vez mais urgentes em ser feliz nesses tempos de guerra, com um apetite voraz por saciar nossos desejos. Pra você chegar mais rápido ao meu coração, porque ele está com pressa, no meio de toda essa esperança dispersa. Então não posso esperar. Como diz o slogan, quem tem fome, urge. E eu estou com fome de ser feliz. De amar. De vivenciar tudo o que é simples e banal aos olhos alheios. Porque emoções tendem a mostrar nossa face boba e ridícula, e é esse medo do ridículo que paralisa a todos nós. E nos faz parar no tempo. Numa janela escondida em algum lugar, onde a guerra é normal. Pessoas morrendo de fome, idem. A falta de amor é natural. Ninguém liga pra reforma moral. Pelo que você lutaria? Você tem fome de amor ou está satisfeito com a indiferença?

By Mônica

Links das Letras:

http://letras.terra.com.br/biquini-cavadao/67647/

http://letras.terra.com.br/jota-quest/20293/