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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Ciranda Bailarina" (Chico Buarque)

Mais uma vez após 15 dias de recesso não-forçado, Monica e eu voltamos ao blog para escrever sobre um tema bem mais ameno do que os últimos que antecederam as eleições: o Dia das Crianças.

A idéia que tínhamos era postar textos politizados até a semana das eleições e depois coisas mais leves, mas como não postamos na semana da votação, voltamos a postar agora na semana das crianças e a partir de semana que vem, voltamos aos textos mais “cabeludos”.

Devo avisar que temas lúdicos nunca foram o meu grande forte e falar sobre o as crianças e seu dia, é um grande desafio, mas creio que não devo falhar, porque até pouco tempo acreditava que o feriado de 12 de outubro era por causa do dia das crianças e não por causa da padroeira do Brasil.

A música escolhida para este post é “Ciranda da Bailarina”, maravilhosa composição letrada por Chico Buarque, musicada por Edu Lobo e fantasticamente regravada por Adriana Partimpim.

Mudando brevemente de assunto, acho um crime, as eleições sempre serem realizadas no mês das crianças, principalmente, porque na política todo mundo tem unha encardida e dente com comida, só a bailarina que não tem.

No país do futebol e das maracutaias, todo mundo comete pecado assim que acaba a missa, quer dizer... Todo mundo que não seja mais criança, e infelizmente andamos perdendo nossa inocência muito rapidamente num país onde criança aprende a ser adulto vendendo bala no sinal e não indo à escola. E se todo mundo tem marca de bexiga ou vacina, tem piriri, tem lombriga e tem ameba, só a bailarina que não tem.

Não vim escrever este texto para criticar nada, vim apenas deixar meu lado mais lúdico falar, não quero esbravejar nada contra ninguém, quero apenas dizer que a coisa mais humana que temos a fazer nestes tempos, que para se candidatar à vaga de herói é preciso falar inglês aos 10 anos de idade (mas para ser deputado não precisa saber ler e escrever), quem não tem medo de subir, medo de cair e medo de vertigem? A bailarina, ela não tem.

Existe coisa mais linda nesse mundo do que uma criança feliz? O sorriso de uma criança é uma porta para o céu, e adulto nenhum tem o direito de roubar a inocência dos pequenos, e se o padre pode até ficar vermelho, se o vento levantar a batina e se reparando bem todo mundo tem pentelho. Só a bailarina que não tem.

Todas as crianças deveriam ser como a bailarina, quer dizer... Não aquela bailarina que está em cima do palco e não tem calcinha meio velha ou sujo atrás da orelha, e sim aquela que vai de mãos dadas com a mãe pra aula e só se vestiu de bailarina porque gosta e não se importa se a roupa não tem nada a ver com o momento, ela é feliz, e é isso que importa, afinal, quando crescemos e envelhecemos não é isso que procuramos?

Todo mundo tem que ter remela quando acorda às seis da matina, bigode de groselha e um irmão meio zarolho. Porque sala sem mobília, goteira na vasilha e problema na família, mais cedo ou mais tarde, todo mundo tem... Quer dizer, todo mundo menos a bailarina, já que nem primeiro namorado ela tem. Vai ver porque desde cedo ela tinha uma agenda tão cheia que não deu tempo de ser criança.

By Eduardo

Link da Letra:

http://letras.terra.com.br/chico-buarque/85948/

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Vento no Litoral" (Legião Urbana)

Hoje acordei num dia daqueles. Dia cinza, árvores dançando com o vento e um baú de memórias se abrindo, bagunçando meus sentimentos desorganizados, que custam a se comportar. Eles insistem em não esquecer, o que fez com que até a terapia não tenha trazido resultado.

Era tarde nostálgica, como as preferidas de Anne. Ela adorava filosofar sobre as inquietudes do mundo ao som do sino dos ventos. Em dias como hoje, sinto mais falta dela do que nos demais. Pareço estar num vazio infinito. E hoje, isso pode piorar.

Abro gavetas, procurando por fotos, por cartas, por lembranças. Por qualquer coisa que Anne tenha tocado. Por algo que ainda tenha o cheiro suave das mãos dela. Por algo que ela tenha quebrado na tentativa de consertar, e eu guardei, porque eu nunca ficava bravo, era um eterno colecionador das suas desventuras. Acho a foto. Aquela, onde ela está mais radiante. Foi nosso primeiro dia junto ao mar, pelo menos daquela forma. E ela parecia criança com brinquedo novo, quando viu os cavalos- marinhos num lago formado pelo mar entre as pedras. Adorávamos ver o pôr-do-sol ali, sorrindo, nos amando e amando mais nossas existências por termos um ao outro.

Hoje isso é apenas fotografia antiga na minha gaveta, se apagando com o tempo, como provavelmente se apagará o rosto de Anne da minha memória com o passar dos anos e o avançar da idade, e não poderei evitar. E isso acaba comigo. Me mata um pouquinho a cada dia, com a tentativa de que morrendo em vida, eu possa ter direito a um último desejo e vê-la novamente, com o intuito de nessa condição, estar mais perto dela, mesmo sem poder tocá-la. E o sorriso vai ficando fraco, como a fotografia que não tem a mesma luz de outros tempos.

Todos sempre acharam louca demais a nossa história. Insana demais para dar certo. Quantas pessoas você conhece que encontram o amor de suas vidas de cara e são felizes para sempre?

E quando nos encontramos no universo imenso, achamos o nosso próprio espelho. E largamos o mundo, para podermos segurar um ao outro. Casamos, porque nos amávamos. Tivemos um filho, porque dividir o amor por dois era insuficiente e precisávamos estender isso para uma parte em comum de nós dois, a fusão de um amor que não tem fim.

“Tudo muito precipitado” - é o que todos diziam. E não ligávamos, e fazíamos tantos planos, que uma vida inteira não parecia suficiente para pôr em prática.

E agora, tenho que criar forças nessa tarde vazia, e eu não quero ir lá, onde todos vão no dia de hoje. Não é lá que vou encontrar ela. Ela era diferente, e marcou pela eternidade nossos encontros à beira mar.

E subi nas pedras, as mesmas de sempre, deixando o vento no meu rosto levar com ele a dor que parece nunca ter passado. Sei que faço isso pra esquecer. “Já fazem três anos, cara” – digo a mim mesmo. E a linha do horizonte me distrai. E dá um aperto no peito quando sinto falta dos planos que fazíamos, diante de um futuro planejado.

Eu sei, não foi minha culpa. Fiz tudo o que pude. Ela não me culpa. Mas deveria ser eu, não ela. Não depois do que houve ao nosso bebê. O pra sempre, sempre acaba...Mas nada vai mudar o que ficou.

E do meu lado, ninguém. Ninguém pra olhar comigo na mesma direção. Sinto sua falta todos os dias, Anne. Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim? Quando penso em alguém, só penso em você.

O mundo nunca entendeu o que só nós podíamos sentir. E agimos certo, sem querer. Foi só o tempo que errou. Ele te tirou de mim cedo demais. Está muito difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo. E lembro das suas conversas insanas que me arrepiavam, dizendo pra seguir em frente e ser feliz, caso você não pudesse estar comigo. As ondas quebram mais forte nas pedras, e eu lembro que a vida continua, mesmo contra a minha vontade. E você dizia, que se entregar é para os fracos, não passava de bobagem. Lembra que o plano era ficarmos bem? Mas eu não consigo seguir sem você, Anne. Já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim.

Ei, olha o que tem aqui. Cavalos marinhos. Lembra?

Me levanto, e dou mais um adeus, entre tantos. E deixo a onda me acertar. E o vento vai levando tudo embora...

By Mônica

Link da Letra:

http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22505/

"Pedaço de Mim" (Chico Buarque)

Bom... Acho que estou em dívida com as pessoas que acompanham este blog e que esperavam que nas semanas que precederam e na semana após a eleição, Mônica e eu postaríamos textos politizados. Infelizmente a correria e falta de tempo não nos permitiu parar e postar nada (prova disso, é que o texto para o dia das Crianças já está pronto, e eu estou aqui escrevendo para o dia de Finados).

Passada uma primeira explicação, acho que é hora de tirar minha mente da inércia em que ela se encontra e escrever, e como não poderíamos deixar passar (de novo) em branco, o texto dessa semana é inspirado pelo dia de Finados. Dia que nós lembramos daquelas pessoas que fizeram parte da nossa vida, mas que já se foram (prematuramente ou não). E para falar deste tema, eu utilizo “Pedaço de Mim”, do mestre Chico Buarque, que destila sua melancolia para nos mostrar como a saudade dói.

Chico é um gênio ao narrar situações e sensações do nosso cotidiano (sem trocadilhos), e em “Pedaço de Mim”, ele nos mostra a dor de uma pessoa que perdeu alguém que lhe era muito querido (em nenhum momento ele explica o que a pessoa que se foi era realmente do eu-lírico da música, por isso eu também não vou estreitar nenhum tipo de laço afetivo).

Essa pessoa, é um pedaço de mim, é a metade que me foi arrancada e agora a saudade dói como um barco que evita atracar no cais, e deixa apenas a lembrança de dias que jamais voltarão, porque a essência daquela pessoa não volta e não importa quantos anos passem, a dor não cicatriza.

E essa saudade, ela é como um revés de um parto, como uma fisgada de um membro que já perdi. Ela é o rosto salvo na memória, mas que não renova as expressões. A saudade de alguém que amamos é tão brutal, que chega a ser nossa presença mais sentida.

A saudade é tão cruel quanto arrumar o quarto do filho que já morreu, e sentir ali o cheiro e os sentimentos depositados naqueles objetos que não vão fazer com que aquela pessoa que foi exilada de mim volte, e isso é pior do que o esquecimento.

A saudade é uma dor latejada, é o pior castigo para as pessoas que conseguem criar laços, vínculos. Arrancar de nós alguém que participou de nossas vidas, que esteve do nosso lado nos melhores e piores momentos é o pior tormento que pode existir, e só quem já sentiu essa dor, pode dizer de verdade o que a outra pessoa está sentindo.

Por isso que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque numa manhã de sábado ou numa tarde de domingo, a notícia que nós não queremos ouvir pode ser dita pela boca de alguém que jamais entenderá o que é a dor da saudade.

E eu não quero levar a mortalha do amor. Adeus!

By Eduardo

Link da letra:

http://letras.terra.com.br/chico-buarque/86030/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Pedra, Flor, Espinho" (Barão Vermelho) X "Pense e Dance" (Barão Vermelho)

“Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira”

(Clarice Lispector)

Primavera chegou, e eu sempre volto a falar de flores, ou pelo menos tentar. Daí, fiquei a pensar em músicas que me trouxessem flores para as pautas que eu vou rabiscar, e lembrei do meu primeiro post aqui, que falava justamente sobre flores, onde usei músicas especiais, de Titãs, Legião e Barão. Ah! Barão! Tem aquela música legal...Que fala de flor, mesmo que metaforicamente, ou apenas no nome. Com o que combinar uma letra tão boa? Perguntei ao Edu. Só eles estão a sua própria altura para tal feitio. Depois de várias “finalistas”, enfeito o jardim que começa a florir nessa primavera, com “Pedra, flor, espinho” e “Pense e dance”, ambas do Barão Vermelho.

Mas que flores são essas que não falam de amor, e só falam de desejo? E quem disse que não há desejo no amor? São aquelas teorias furadas de que o amor é o “sem graça”, “sem fogo”, “água com açúcar”, o inocente e intocável dos sentimentos. O oposto daquela tal de paixão, a avassaladora que tira a pureza e o juízo de quem ousa pensar em seu nome. Blá, blá, blá, tudo besteira, fingimento e encenação, visto que amor é continuidade da paixão, tanto quanto letra e melodia, sol e calor, chuva e arco-íris. E essas “flores” falam disso. Primavera desperta aquela sensação de romantismo, Romeu e Julieta, com açúcar e afeto, que só acenderá o fogo quando o verão chegar, com o seu calor e desejo de sentimentos ardentes numa noite quente à beira mar.

Como eu sou ansiosa e intensa em tudo que eu sinto, eu promovi a primavera, parafraseando os meninos do Barão, que dizem que hoje não querem ver o sol. E eu desprezo os dias cinzentos, vou pra noite, tudo vai rolar (“A noite vai ser boa, e tudo vai rolar...”). Saudações a quem tem coragem, aos que tão aqui pra qualquer viagem. Automóveis piscam os seus faróis, sexo nas esquinas, violentas paixões. Não é disso que nos alimentamos hoje em dia? Sair e ver no que vai dar. Compromisso pra que, se de tudo posso aproveitar um pouco, sem a nada me apegar?

Pra que perder tempo desperdiçando emoções? Não fique esperando a vida passar tão rápido, pois se você quiser, tudo pode acontecer no caminho. E não me diga não, não me diga o que fazer, sou eu quem escolho e faço os meus inimigos. E as minhas verdades eu invento sem medo, não me venha falar de medo, todo mundo tem um pouco de medo da vida. Eu não esqueço de quem um dia amei, e não penso em tudo que já fiz. Não me fale de você. Fale de você. Que eu quero ver você, e exorcizo as minhas fantasias. Quero te satisfazer, ser o seu maior brinquedo. Eu faço tudo pelos meus desejos, para que grilar com pequenas provocações, se esse seu ar obscuro é o meu objeto de prazer?

Eu quero te ter, ataco se isso for preciso. Alimento todos os desejos, e se você quiser, eu bebo o seu vinho. Não me diga não, o seu instinto é o meu desejo mais puro, e o meu coração é só um desejo de prazer, e eu rasgo o couro com os dentes. Não quer flor, não quer saber de espinho. Mas se você quiser, sou pedra, flor, espinho. E beijo uma flor sem machucar. Nenhum desejo pode ser mais excitante do que amar de verdade.

Penso como vai minha vida - Vida vazia, de jogos de poder. Eu que domino, mas não sou egoísta. É que o mundo é o meu eixo pra eu girar em torno de mim mesmo - Olhos negros, olhos negros. Olhos que procuram em silêncio, ver nas coisas, cores irreais. E eu aproveito pra sonhar enquanto é tempo, pois a felicidade é um estado imaginário.

Saudações a quem tem coragem, e não me venha falar de medo, pois é preciso pensar – antes de descartar um coração com desejos puros. E dançar - conforme a música da vida, que passa tão rápido. Desprezando dias cinzentos, beijando flores sem machucar. Deixando-se cortar pelos espinhos, e voltando inteiro para quem um dia amei. Sendo pedra, flor, com sonhos, enquanto é tempo.

By Mônica

Links das Letras:

http://letras.terra.com.br/barao-vermelho/44429/

http://letras.terra.com.br/barao-vermelho/79053/

"Brasis" (Seu Jorge) X "Babylon" (Zeca Baleiro)

Mais uma semana se passou e cá estou eu para escrever mais um texto neste espaço utópico. Vou retomar o meu projeto e escrever texto politizado (sei que após ler este trecho a maioria das pessoas não vão continuar lendo, mas isso é só mais um incentivo para que eu continue a escrever), aproveitando a proximidade das eleições. Garanto a todos que após o período eleitoral irei utilizar músicas mais suaves para meus posts, mas até lá, vamos seguir em frente.

As escolhidas para esta semana foram “Brasis”, do Seu Jorge (artista que considero superestimado e que sinceramente não me diz muito a que veio) e “Babylon”, do (grande) Zeca Baleiro, que na minha opinião, é um dos melhores compositores da nova geração. Para que não fique nenhuma dúvida sobre o porquê d’eu ter escolhido uma música do Seu Jorge, mesmo sem simpatizar muito com sua obra, justifico que a minha escolha ocorreu, porque momentos antes de escolher as letras a serem utilizadas para este post, Monica me apresentou esta composição, e eu imediatamente achei que valeria a pena correlacioná-la com a letra de Baleiro. Então, aqui vou eu e vamos ver no que isso vai dar.

Começando pela composição de Seu Jorge, vou dissertar sobre os vários Brasis que o compositor expõe em sua letra. Um Brasil que é negro, branco e nissei, mas que só oferece oportunidade para quem nasce em berço esplêndido e é filho do Brasil próspero, porque aquele que não muda continua indo à luta e batendo bola, sem nunca ir para escola.

Existe o Brasil que é lindo e exposto em conferências internacionais nos vídeos dirigidos e super produzidos por diretores de cinema, mas as pessoas felizes que aparecem neles, são pagas para disfarçar as angústias e incertezas do outro que fede e apanha. O país que nunca muda é a herança de anos de maus governos que nunca se preocuparam com os índios, mamelucos e cafusos que compõe a grande massa deste país de proporções continentais. Gostaria de um dia descobrir quem é que paga pra gente ficar assim.

O Brasil que soca e chuta é o mesmo que apanha, o que empresta dinheiro ao FMI é o mesmo que pede para poder suprir suas obras, que são superfaturadas pelos que andam de gravata. Aquele que faz amor e anda de sunga, também é o que mata, e depois vai à passeata pedir paz e saúde para as crianças do país inteiro, que sucumbem à fome e a desigualdade social, grande marco da nossa democracia.

Enquanto o Brasil segue sendo esta eterna contradição, aqueles que são eleitos para mudarem alguma coisa, esquecem do povo que o elegeu e quando assumem seus cargos, se mudam para nossa Babylon do Centro-oeste, dão Au revoir a ralé, e fazem das suas vidas um souvenir Made in Hong Kong e vão passear de iate no Lago Sul.

Comprar o que houver (e vender a ética), finesse s’il vous plaît, mon Dieu. Je t’aime politique, litros de Manhatans são tomados todas as noites enquanto o futuro do país é decido por pessoas que não estão nem aí pro povo, que mesmo acordando muito cedo e indo dormir muito tarde, mantém sua cabeça em pé e sua confiança em um Brasil melhor inabalável.

Eu que não tenho dinheiro pra sair com o meu broto e nem renda pra descolar a merenda, cansei de ser duro e vou correr atrás de um pindorama* que possa ser meu porto-seguro, onde eu possa desfrutar de suas riquezas sem precisar matar ninguém, curtir suas praias e cachoeiras e descansar à sombra de suas palmeiras.

Nesse país nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça, a gente perde e ganha, sobe e desce e eu quero ser o caçador, ando cansado de ser caça.

*http://pt.wikipedia.org/wiki/Pindorama

By Eduardo

Links das Letras:

http://letras.terra.com.br/seu-jorge/456889/

http://letras.terra.com.br/zeca-baleiro/49374/

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"A Câmera que Filma os Dias" (Ana Carolina) X "Relicário" (Nando Reis)

O post dessa semana faz parte da origem de tudo isso aqui. Afinal, sem amor, eu nada seria. Logo, na semana onde completam dois anos que eu e o Edu nos encontramos no universo imenso, por mar, por terra e via embratel, estou eu aqui, querendo de forma singela, dedicar este post à ele, e ao nosso amor. Pra isso, utilizo duas músicas bonitinhas, cujas letras tenho alguma afeição, e através delas, posso falar um pouco de como foi o dia em que eu estava em paz quando você chegou, meu amor. Utilizo “Relicário”, do grande Nando Reis e “A Câmera que Filma os Dias”, da Ana Carolina em seus tempos de ótimas composições.

A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim, que era uma tarde linda que não queria se pôr, era luz por encomenda para te filmar. E através de teus gestos solitários pela lente sem fim, você invadia mais um lugar onde eu não vou. E eu, entre milhões de vasos sem nenhuma flor, via as ilhas dançando sobre o mar. Mas lento, o tempo parecia desfocar. E tanta coisa escapa sem o olho ver, e o mundo está ao contrário, e ninguém reparou. E eu te vi assim, sem jeito e sem querer. E isso foi o tiro certo para começar nosso enredo.

Não lembro o dia em que isso tudo comecei, mas era um dia de inverno quando você chegou, e se não fosse seu abraço, compraria um moletom. E eu tinha medo de ser um tipo ensaiado, não inventa pose que eu fico invocada. E a lua corria, porque longe vai? Sobe o dia tão vertical, o horizonte anuncia com o seu vitral, que eu trocaria a eternidade por essa noite. Porque está amanhecendo? Peço ao contrário ver o sol se pôr. Porque está amanhecendo? Se não vou beijar seus lábios quando você se for. Como meu dia vai nascer feliz?

E entre o sonho criar asas, na iminência ou não de virar realidade, a vida ia passando no seu vai-e-vem, mas não demora, a porta já fechou ali no armazém. Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me falta? Essa imagem não se cansa de me assaltar. A câmera que filma os dias tomou conta de mim, e passei aquele inverno inteiro a te focar. O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou. Sua cartilha tem o A de que cor? O mundo é azul? Qual é a cor do amor?

E entre trocas de afeto e juras de amor, foi crescendo a sensação de que a vida é melhor, agora que você está no mundo. E eu não quero nada pra mim, eu vim pelo que sei, e pelo que sei, você gosta de mim. E eu guardei a canção que eu fiz pra você pra você não esquecer que eu tenho um coração, e é seu. Por isso eu te transformei nessa canção, pra poder te gravar em mim, como um filme todo em câmera lenta. Porque eu acho que eu gosto mesmo de você, bem do jeito que você é.

E o que você está fazendo? Um relicário imenso desse amor. Quem nesse mundo faz o que há durar? Pura semente dura: o futuro amor. Eu sou a chuva pra você secar. Pelo zunido das suas asas você me falou. O que você está dizendo? Milhões de frases sem nenhuma cor. O que você está fazendo? Por que é que está fazendo assim?

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver. O mundo anda tão complicado, e hoje quero fazer tudo por você. O mundo começa agora. E o amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera. Nosso futuro recomeça. Venha, que o que vem, é perfeição.

E o desfecho? Tenho ainda nas paredes que grafitei. A câmera que filma os dias deu um giro e parou. Na nossa história, que não estará pelo avesso sem final feliz. Desde que você chegou, o meu coração se abriu. Hoje eu sinto mais calor e não sinto nem mais frio. E o que os olhos não vêm, o coração pressente. Mesmo na saudade você não está ausente. E em cada beijo seu. E em cada estrela do céu. E em cada flor no campo. E em cada letra no papel. Que cor terão seus olhos? E a luz dos seus cabelos?

Só sei que vou chamá-lo...N.E.O.Q.E.A.V.



Nota: Esse post, em especial não é um correlação de músicas como de costume. É apenas uma declaração de uma exagerada, que por ele larga tudo: carreira, dinheiro e canudo. Até as coisas mais banais. Pra mim é Ele ou nunca mais.

By Mônica

Links das Letras:

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"Quase Sem Querer" (Legião Urbana) X "Quando Você Passa (Sandy e Junior)

Essa semana o texto tem um assunto pré-determinado, na verdade, tinha uma idéia de fazer só texto com músicas de cunho político neste mês de setembro para aproveitar que seria o mês antes das eleições, mas como nunca consigo seguir cronogramas que eu mesmo crio, vou fugir do tema político e falar de algo que para mim é tão difícil quanto: o amor.

Neste mês de setembro, completa-se dois anos que Monica e eu nos conhecemos. Assim como nas histórias de amor que eu nunca acreditei que pudessem ser verdade, o amor da minha vida chegou na primavera, para me mostrar que eu estava mentindo pra mim mesmo ao achar que não acreditava em amor de verdade, e não acreditar que meu frágil coração poderia acelerar o batimento só com um simples olhar.

Bom, aqueles que conseguem identificar uma música só com simples versos já perceberam quais as músicas utilizadas no texto, mas para quem não percebeu, eu falo... As escolhidas da semana foram “Quase Sem Querer”, da Legião Urbana e “Quando Você Passa”, do duo Sandy e Jr. (não, você não leu errado).

Ok... Vamos lá para mais uma semana de palavras (repetidas) utópicas.

Já disse algumas vezes que não gosto de escrever textos sobre o amor, não tenho talento para discorrer sobre o assunto (na verdade não tenho talento para nenhum tema, mas com os outros eu consigo me virar), sempre acho que meus textos acabam ficando meio piegas. Só que nesta data tão importante para nós, Monica e eu não poderíamos deixar passar em branco.

Peço licença aos leitores deste blog para poder falar diretamente com a musa inspiradora da minha vida e deste texto, a pessoa que tem me deixado distraído, impaciente, indeciso, nenhum pouco confuso e muito tranqüilo e contente. Ninguém usa tantas palavras repetidas como eu, para demonstrar como é grande o meu amor por você, mas todas as outras palavras já foram ditas, e nenhuma delas é capaz de demonstrar o quanto você é essencial para mim. Queria me fazer em mil pedaços para você juntar e já não me preocupo se quase ninguém vê o que vejo, porque eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.

Quem poderia prever um amor tão imprevisível assim? Um amor que saiu das páginas do Orkut, que ganhou forma, que marcou meu dia-a-dia, que me mostrou que não há lógica alguma nos livros e que o infinito é um dos deuses mais lindos, pois, tenho certeza que o infinito é o tamanho do que eu sinto por você.

Não quero te prender e nem dominar seus sentimentos, quero apenas ficar no seu corpo como tatuagem pra ficar marcado a frio, ferro, fogo e em carne viva... Quero decorar seus movimentos, assim como já decorei o seu olhar, que tanto me traz paz e seu sorriso que me deixa sem graça.

Se é amor? Sim, é amor. Porque não existe nada tão correto e tão bonito dentro de mim, por você desafio o instinto dissonante e faço nosso meu segredo mais sincero, porque quero que tudo que seja meu, também seja teu, quero me entregar de corpo e alma ao que sinto por você, meu amor. Sei que não sou mais criança a ponto de saber tudo, mas tenho a certeza, que você é tudo o que quero para a minha vida. Desperdicei muitas chances, querendo provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada para ninguém, enquanto o sentimento entre nós foi crescendo pouco a pouco, e hoje já não nos deixa sós, e se me deixar, eu acho que fico louco, porque sem você não sou capaz de respirar.

Me sinto um anjo caído toda vez que não dou a você todo o amor que trago dentro do meu peito, porque você sempre merece o melhor, e o meu melhor ainda é pouco, já que por você iria a pé de Nova Campinas à Ilha do Governador.

Quero finalizar este texto dizendo como lhe quero tanto e que meu coração faz turu, turu, quando você passa.

By Eduardo

Links das letras:

http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/46972/

http://letras.terra.com.br/sandy-junior-musicas/107516/